Vendedores com atitude prestativa, por favor.

Salvo raras exceções, tem potencial de compra quem tem dinheiro. Salvo raras exceções, tem dinheiro quem trabalha. Salvo raras exceções, quem trabalha não tem tempo para dedicar-se às compras como gostaria.

Se o meu raciocínio fizer algum sentido, então o que não faz qualquer sentido é a falta de atitude dos empresários com a locomotiva de suas empresas: a área comercial.

Seja numa concessionária de carros, fábrica de móveis planejados, loja de artigos para decoração, revenda de insumos ou comércio de vestuário, salvo raras exceções, o que mais se vê são vendedores transmitindo uma imagem de total desinteresse com os clientes potenciais. Em alguns casos, chego a acreditar que os vendedores estão praticando o desapego ao dinheiro, ou então, que estou sendo atendido por um filho da mãe sortudo que ganhou na loteria e está ali apenas para curtir com a cara dos outros, afinal, é difícil entender tanta má vontade em vender, quando é vendendo que se amplia a remuneração, geralmente baseada em comissões.

Vivendo uma rotina agitada e com pouquíssimo tempo para pesquisar e avaliar as diferentes opções de produtos e serviços disponíveis no mercado, minhas decisões de compra são cada vez mais influenciadas pela atitude prestativa dos vendedores. E digo mais, a experiência de comodidade da primeira compra me leva a repetir novas compras com os mesmos vendedores.

Há poucos dias entrei numa loja para comprar um móvel para o meu apartamento. Eu estava realmente inclinado a comprar aquele móvel, tinha as medidas perfeitas, a cor ideal e o design que me agradara. No entanto, a má vontade do vendedor me deixou frustrado e eu resolvi atravessar a rua e ir na loja concorrente. Percebendo que eu estava com pressa, a vendedora da segunda loja pediu meu número de contato, poucos minutos depois, eu estava recebendo mensagens com fotos de diferentes móveis, medidas e até orçamentos em arquivo PDF.

Mesmo apreciando mais o móvel da primeira loja, minha decisão de compra foi fortemente influenciada pela experiência de comodidade proporcionada pelo bom atendimento da vendedora da segunda loja, com a qual efetivei a compra.

A grande mensagem aos empresários é que, como cliente potencial, eu não sou rara exceção. Portanto, desenvolvam e capacitem suas equipes de vendas o quanto antes e, entendam de uma vez por todas que, não é o cliente que deve ajudar o vendedor a vender, é o vendedor que deve ajudar o cliente a comprar. Como? Atitude prestativa!

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